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OS ESTUDANTES DE PEDAGOGIA DA UNI-FAMA E A FORMAÇÃO COM RESPONSABILIDADE SOCIAL
Data: 22/04/2026 | ComentárioNo cotidiano das salas de aula da Educação Infantil e dos primeiros anos do Ensino Fundamental (1º ao 4º ano), ocorre um fenômeno que transcende a alfabetização e o ensino da aritmética: a construção do "eu". Enquanto a sociedade muitas vezes enxerga esses anos como uma etapa de "cuidado" ou preparação técnica, a ciência e a teoria pedagógica nos mostram que estamos diante do período mais plástico e determinante do desenvolvimento da personalidade humana.
No curso de Pedagogia, mergulhamos em teorias que nos permitem decifrar a complexidade desse processo. Ao olharmos para o Behaviorismo, compreendemos que o professor é um arquiteto de contingências. Através do reforço positivo e da organização do ambiente, o docente não apenas ensina conteúdos, mas molda comportamentos sociais e hábitos que serão a base da disciplina e da convivência ética. Quando um professor de 2º ano valoriza a colaboração em vez da competição, ele está utilizando princípios comportamentais para pavimentar o caminho do respeito mútuo.
Por outro lado, a Psicanálise nos alerta para a profundidade dos vínculos afetivos. Para Freud e seus sucessores, o professor ocupa, muitas vezes, um lugar de ideal de ego para a criança. É no espaço escolar que se processam identificações poderosas e onde a criança aprende a lidar com a autoridade, a frustração e o desejo. O olhar acolhedor de um professor de Educação Infantil pode ser a âncora necessária para que o aluno desenvolva uma estrutura psíquica saudável e resiliente, permitindo que ele se sinta seguro para explorar o mundo.
Complementando essa visão, a Gestalt nos ensina a olhar para a criança como uma totalidade. Não somos apenas soma de comportamentos ou impulsos inconscientes; somos percepção e relação. O ambiente escolar, sob a ótica da Gestalt, é um "campo" onde o aprendizado acontece pela percepção de formas, significados e contextos. O professor que compreende a Gestalt entende que o aprendizado só faz sentido quando a criança consegue integrar o novo conhecimento à sua percepção de mundo, promovendo um desenvolvimento integral e não fragmentado.
É aqui que reside a importância vital da Uni-Fama ao formar pedagogos capazes de articular esses saberes, a instituição cumpre seu papel mais nobre: a melhoria social. Uma sociedade mais ética, respeitosa e inclusiva não nasce por decreto; ela é semeada nas rodas de conversa da pré-escola e nos trabalhos em grupo.
Quando a universidade investe na formação científica e humanística do professor, ela está, na verdade, combatendo a exclusão e o preconceito na raiz. O pedagogo bem preparado é aquele que identifica sinais de sofrimento, que rompe ciclos de violência através da educação emocional e que garante que a escola seja o primeiro laboratório de democracia da criança.
Portanto, valorizar os profissionais que atuam no início da jornada escolar é reconhecer que o futuro da nossa sociedade está sendo desenhado hoje, entre lápis, canetas, brinquedos e teorias. Que nossa universidade continue sendo o farol que ilumina essa prática, transformando teoria em ética e ensino em humanidade.
Profª. Ma. Marcela Hiluany
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