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Durante as aulas práticas do componente curricular disciplina Educação, Corpo e Movimento, 1º semestre do curso de Pedagogia, os estudantes do curso de Pedagogia participaram da atividade denominada Jogo do Bastão, uma proposta lúdica voltada ao desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas.
Na dinâmica, os alunos se organizaram em roda. Um participante permanecia no centro segurando um bastão na posição vertical. Ao soltar o bastão, o estudante dizia rapidamente o nome de um colega da roda, que deveria reagir com rapidez para correr até o centro e segurar o bastão antes que ele caísse no chão.
A atividade exigiu dos participantes atenção, rapidez de reação, reflexo, agilidade e percepção auditiva, além de estimular o reconhecimento dos nomes dos colegas, favorecendo também a interação e a integração do grupo. Por meio da prática, os estudantes puderam perceber como jogos simples podem desenvolver importantes habilidades motoras e socioemocionais.
No contexto da formação em Pedagogia, vivências como essa são fundamentais, pois demonstram como o movimento pode ser utilizado como estratégia pedagógica para trabalhar coordenação motora, tempo de resposta, atenção e socialização com crianças na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
A experiência prática possibilitou aos futuros professores refletirem sobre a importância do brincar e das atividades corporais no processo educativo, ampliando seu repertório de estratégias pedagógicas que contribuem para o desenvolvimento integral dos alunos.
Profª. Ma. Alaíde Palagano Ferreira
Durante a aula prática do componente curricular Desenvolvimento Motor, os estudantes do 2º e 3º semestres do curso de Pedagogia participaram de uma atividade voltada ao desenvolvimento da coordenação motora, atenção e cooperação em grupo.
Para a realização da dinâmica, os alunos foram divididos em três equipes. Dois grupos ficaram responsáveis por segurar baldes suspensos por barbantes, que deveriam ser levantados e movimentados coletivamente pelos integrantes da equipe. O terceiro grupo posicionou-se em uma rampa, de onde lançava bexigas em direção aos baldes que estavam na quadra no piso inferior.
O desafio das equipes que seguravam os baldes era encaçapar o maior número possível de bexigas, coordenando os movimentos para posicionar o balde no local e no momento corretos para realizar a captura. A atividade exigiu que os participantes trabalhassem de forma sincronizada, ajustando a altura, a direção e o tempo dos movimentos.
Ao final da rodada, vencia a equipe que conseguisse capturar o maior número de bexigas dentro do balde.
A atividade estimulou diversas habilidades importantes, como coordenação motora global, percepção espacial, tempo de reação, atenção e trabalho em equipe. Além disso, exigiu comunicação entre os integrantes do grupo para que os movimentos fossem realizados de maneira coordenada.
No contexto da formação em Pedagogia, vivências como essa são importantes para que os futuros professores compreendam como atividades lúdicas e corporais podem favorecer o desenvolvimento motor das crianças, além de estimular cooperação, interação social e resolução de desafios de forma coletiva.
A experiência também ampliou o repertório de práticas pedagógicas dos estudantes, mostrando que materiais simples e atividades dinâmicas podem ser utilizados para promover aprendizagem significativa por meio do movimento e do brincar.
Profª. Ma. Alaíde Palagano Ferreira
Como parte das atividades integradoras entre os semestres do curso de Pedagogia, os estudantes do 1º, 2º e 3º semestres participaram de uma dinâmica criativa denominada desenho a três mãos, com o objetivo de estimular a interação entre os alunos, a expressão artística e o respeito às produções coletivas.
Para a realização da atividade, cada grupo recebeu uma folha de sulfite dobrada em três partes, identificadas com os números 1, 2 e 3. Na primeira parte da folha, o estudante deveria desenhar apenas a cabeça de um personagem ou ser vivo, podendo ser humano, animal, robô ou qualquer figura imaginária. Após concluir essa etapa, a folha era dobrada de forma que o desenho ficasse oculto, sendo então passada para o colega seguinte.
Na segunda parte da folha, o próximo participante deveria desenhar o tronco da figura, sem ver o que havia sido produzido anteriormente. Em seguida, a folha era novamente dobrada e passada adiante. Na terceira parte, o último participante realizava o desenho das pernas ou da parte final do corpo, também sem visualizar os desenhos anteriores, realizando a atividade “às cegas”, guiado apenas pela imaginação.
Ao final, as folhas eram abertas e os participantes observavam as figuras completas formadas coletivamente. O resultado gerou personagens inusitados, criativos e divertidos. Cada grupo então escolheu um nome para sua obra, valorizando o caráter lúdico e artístico da produção.
A atividade possibilitou trabalhar aspectos importantes da formação pedagógica, como criatividade, expressão estética, imaginação, cooperação e respeito às produções dos colegas. Também favoreceu momentos de integração entre estudantes de diferentes semestres, fortalecendo o sentimento de pertencimento ao curso.
No contexto da formação em Pedagogia, vivências como essa contribuem para que os futuros professores compreendam a importância de propostas artísticas e colaborativas no processo educativo, valorizando a diversidade de ideias, a construção coletiva e o desenvolvimento da sensibilidade estética.
Profª. Ma. Alaíde Palagano Ferreira
No cotidiano das salas de aula da Educação Infantil e dos primeiros anos do Ensino Fundamental (1º ao 4º ano), ocorre um fenômeno que transcende a alfabetização e o ensino da aritmética: a construção do "eu". Enquanto a sociedade muitas vezes enxerga esses anos como uma etapa de "cuidado" ou preparação técnica, a ciência e a teoria pedagógica nos mostram que estamos diante do período mais plástico e determinante do desenvolvimento da personalidade humana.
No curso de Pedagogia, mergulhamos em teorias que nos permitem decifrar a complexidade desse processo. Ao olharmos para o Behaviorismo, compreendemos que o professor é um arquiteto de contingências. Através do reforço positivo e da organização do ambiente, o docente não apenas ensina conteúdos, mas molda comportamentos sociais e hábitos que serão a base da disciplina e da convivência ética. Quando um professor de 2º ano valoriza a colaboração em vez da competição, ele está utilizando princípios comportamentais para pavimentar o caminho do respeito mútuo.
Por outro lado, a Psicanálise nos alerta para a profundidade dos vínculos afetivos. Para Freud e seus sucessores, o professor ocupa, muitas vezes, um lugar de ideal de ego para a criança. É no espaço escolar que se processam identificações poderosas e onde a criança aprende a lidar com a autoridade, a frustração e o desejo. O olhar acolhedor de um professor de Educação Infantil pode ser a âncora necessária para que o aluno desenvolva uma estrutura psíquica saudável e resiliente, permitindo que ele se sinta seguro para explorar o mundo.
Complementando essa visão, a Gestalt nos ensina a olhar para a criança como uma totalidade. Não somos apenas soma de comportamentos ou impulsos inconscientes; somos percepção e relação. O ambiente escolar, sob a ótica da Gestalt, é um "campo" onde o aprendizado acontece pela percepção de formas, significados e contextos. O professor que compreende a Gestalt entende que o aprendizado só faz sentido quando a criança consegue integrar o novo conhecimento à sua percepção de mundo, promovendo um desenvolvimento integral e não fragmentado.
É aqui que reside a importância vital da Uni-Fama ao formar pedagogos capazes de articular esses saberes, a instituição cumpre seu papel mais nobre: a melhoria social. Uma sociedade mais ética, respeitosa e inclusiva não nasce por decreto; ela é semeada nas rodas de conversa da pré-escola e nos trabalhos em grupo.
Quando a universidade investe na formação científica e humanística do professor, ela está, na verdade, combatendo a exclusão e o preconceito na raiz. O pedagogo bem preparado é aquele que identifica sinais de sofrimento, que rompe ciclos de violência através da educação emocional e que garante que a escola seja o primeiro laboratório de democracia da criança.
Portanto, valorizar os profissionais que atuam no início da jornada escolar é reconhecer que o futuro da nossa sociedade está sendo desenhado hoje, entre lápis, canetas, brinquedos e teorias. Que nossa universidade continue sendo o farol que ilumina essa prática, transformando teoria em ética e ensino em humanidade.
Profª. Ma. Marcela Hiluany
A dinâmica dos mercados globais em 2026 impõe uma nova gramática para a gestão profissional. Já não basta ao administrador o domínio de ferramentas lineares de controle; exige-se uma visão holística e ambidestra, capaz de integrar a alta performance tecnológica à responsabilidade socioambiental. Sob este prisma, a coordenação do curso de Administração do Uni-Fama estabelece um marco institucional ao lançar, nesta segunda quinzena, o projeto de imersão em Empreendedorismo Regional, direcionado estrategicamente aos acadêmicos do 1º, 2º e 3º semestres.
1. Mauá como Laboratório de Práxis Administrativa
Situada em um dos eixos logísticos e fabris mais resilientes do país, Mauá oferece um cenário rico para o que a literatura denomina de Teoria dos Clusters (Porter, 1998). O Polo Petroquímico e a densa cadeia de suprimentos local não são apenas vizinhos da instituição, mas extensões do nosso ecossistema de aprendizagem.
O projeto incentiva o acadêmico a transcender a teoria, atuando como um analista de cenários reais. Ao mapear as dores e oportunidades das micro e pequenas empresas (MPE’s) que orbitam o setor industrial da região, o aluno desenvolve o Mindset Consultivo. Esta abordagem é fundamental para mitigar as taxas de mortalidade empresarial, aproximando a expertise do Uni-Fama das necessidades prementes da ACIAM (Associação Comercial e Industrial de Mauá) e do desenvolvimento econômico do Grande ABC.
2. O Triângulo de Ouro: Tecnologia, ESG e Governança:
A robustez intelectual desta iniciativa reside na convergência entre a Inteligência de Dados e os critérios ESG (Environmental, Social, and Governance). Alinhados à Agenda 2030 da ONU, provocamos nossos alunos a compreender que a rentabilidade em 2026 é indissociável da sustentabilidade.
A introdução de conceitos de Economia Circular e governança ética no currículo prático assegura que o futuro administrador formado pelo Uni-Fama saiba utilizar a Inteligência Artificial não apenas para reduzir custos, mas para otimizar o uso de recursos naturais e fortalecer o impacto social da organização. Conforme postula a doutrina da Sociedade 5.0 (Keidanren, 2016), a tecnologia deve ser o vetor para a resolução de problemas sociais, transformando desafios regionais em vantagens competitivas globais.
3. Arquitetura Metodológica e Ciclos de Maturidade Acadêmica
Para garantir que o conhecimento seja assimilado de forma incremental e sólida, a imersão foi estruturada em três eixos de competência:
O estágio supervisionado em Enfermagem constitui-se como uma etapa fundamental no processo de formação dos acadêmicos do curso de Bacharelado em Enfermagem, uma vez que possibilita a articulação efetiva entre os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula e a prática profissional vivenciada nos serviços de saúde. Esse momento formativo representa uma oportunidade singular de consolidação do aprendizado, permitindo ao discente desenvolver competências técnicas, científicas, éticas e humanas essenciais ao exercício da profissão.
Ao atuar nos campos de estágio localizados nos municípios de Mauá e Rio Grande da Serra, os estudantes têm a oportunidade de vivenciar diferentes realidades assistenciais, conhecendo as particularidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e das necessidades específicas da população local. Essa experiência amplia a visão crítica e reflexiva do futuro enfermeiro, favorecendo a compreensão do contexto social, econômico e cultural em que o cuidado em saúde está inserido.
A integração entre teoria e prática possibilita ao aluno aplicar os conhecimentos científicos de forma concreta, fortalecer o raciocínio clínico, aprimorar a tomada de decisão e desenvolver habilidades de comunicação, trabalho em equipe e responsabilidade profissional. Além disso, o estágio supervisionado contribui significativamente para o amadurecimento acadêmico e profissional, ao estimular a autonomia, o compromisso ético e a postura humanizada no cuidado ao paciente.
Dessa forma, o estágio em Enfermagem configura-se como um instrumento indispensável para o enriquecimento do conhecimento e para o aprimoramento do aprendizado, preparando os futuros enfermeiros para atuar de maneira qualificada, crítica e segura nos diversos níveis de atenção à saúde, especialmente nos contextos assistenciais.
Profª. Ma. Regina Helena Marinho
A avaliação no ensino superior tem passado por transformações importantes nos últimos anos, especialmente com a consolidação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) como instrumento central do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Mais do que medir resultados, a avaliação tem sido compreendida como parte essencial do processo de ensino e aprendizagem.
Nesse contexto, ganha destaque a elaboração de itens avaliativos, prática que vai além de simplesmente formular questões. Construir uma boa questão exige clareza, intencionalidade pedagógica e domínio dos fundamentos teóricos da avaliação. Um item bem elaborado deve mobilizar competências, habilidades e diferentes níveis de pensamento, estimulando o estudante a analisar, interpretar e aplicar conhecimentos, em vez de apenas memorizá-los.
Um exemplo dessa abordagem pode ser observado na construção de questões de Geometria inspiradas no modelo do ENADE. Ao trabalhar conteúdos como os sólidos de Platão, é possível articular conhecimentos matemáticos com áreas como Filosofia, Arte e Ciências, promovendo uma aprendizagem mais significativa e contextualizada. Esse tipo de proposta evidencia como a interdisciplinaridade pode enriquecer o ensino e tornar o conteúdo mais relevante para os estudantes.
Outro aspecto fundamental é a elaboração dos chamados “distratores” — as alternativas incorretas em questões de múltipla escolha. Longe de serem opções aleatórias, eles são construídos com base em erros comuns dos estudantes, permitindo que a avaliação também funcione como instrumento diagnóstico, capaz de revelar dificuldades e orientar intervenções pedagógicas.
Mais do que um exercício técnico, a elaboração de itens pode se tornar um poderoso instrumento de formação docente. Ao planejar avaliações mais consistentes, o professor é levado a refletir sobre o que significa aprender, quais habilidades deseja desenvolver e como alinhar objetivos, metodologias e práticas avaliativas.
Essa mudança de perspectiva contribui para a ressignificação do fazer docente, deslocando o foco da transmissão de conteúdos para a construção de conhecimentos. Nesse processo, a avaliação deixa de ser apenas um momento final e passa a integrar, de forma ativa, o desenvolvimento dos estudantes.
Assim, pensar a avaliação como prática formativa é também repensar o ensino. E, nesse movimento, a elaboração de itens no modelo ENADE se revela não apenas como uma exigência institucional, mas como uma oportunidade concreta de aprimorar a qualidade da educação superior.
Prof. Me. Paulo Henrique Ansaldi