![]() |
A universidade é feita de pessoas, histórias e vínculos que se constroem ao longo do tempo — e foi com esse espírito que iniciamos mais um semestre no Centro Universitário de Mauá – UNI-FAMA.
No dia 05/02, celebramos nossos veteranos, que dão vida ao campus todos os dias. São eles que carregam experiências, constroem memórias e fortalecem a identidade da nossa instituição. Nosso agradecimento por seguirem conosco nessa jornada de crescimento e aprendizado.
Durante a acolhida dos veteranos da UNI-FAMA, diferentes setores estiveram presentes em diálogo com os alunos: Pró-Reitoria, Secretaria Acadêmica, Coordenadores de Curso, Comissão de Iniciação Científica, Núcleo de Atendimento Psicopedagógico, CPA e os Docentes do Centro Universitário, fortalecendo a rede de apoio que acompanha nossos estudantes em toda a trajetória acadêmica.
Já no dia 23/02, foi a vez de recebermos, com muita alegria, nossos calouros. Ao longo do dia, acolhemos novos estudantes que chegam trazendo sonhos, expectativas e o desejo de construir um futuro melhor. Foi um momento especial de integração, marcado pelo início de uma etapa repleta de desafios, conquistas e descobertas.
Cada aluno que inicia sua trajetória conosco carrega uma história única, e é uma honra fazer parte desse começo. Nosso agradecimento especial também aos professores presentes, que com dedicação, carinho e compromisso tornaram esse momento ainda mais significativo. Vocês são fundamentais na construção dessa jornada acadêmica.
E seguimos em frente, dando continuidade à recepção dos demais alunos, porque aqui cada história importa e cada sonho merece ser celebrado desde o primeiro dia.
Sejam todos muito bem-vindos! Vamos juntos para mais um semestre — porque o futuro começa agora.
Prof. Me. Paulo Henrique Ansaldi
A UNI-FAMA e o IFSP – Campus Mauá deram um importante passo na consolidação de um projeto educacional mais integrado, inovador e conectado com as demandas da sociedade contemporânea. Em um encontro marcado pelo diálogo e pela convergência de propósitos, as instituições oficializaram uma cooperação institucional que reforça o compromisso conjunto com o ensino de qualidade, o desenvolvimento científico e a transformação social.
A parceria tem como objetivo ampliar horizontes e criar novas possibilidades para estudantes, docentes e toda a comunidade acadêmica. A partir dessa iniciativa, serão fortalecidas ações voltadas ao ensino, à pesquisa e à extensão, promovendo a troca de conhecimentos, o desenvolvimento de projetos colaborativos e a construção de soluções que impactem positivamente a realidade local e regional.
Entre os principais benefícios esperados estão a ampliação de oportunidades acadêmicas, o estímulo à inovação e o incentivo à formação de profissionais cada vez mais preparados para os desafios do mercado de trabalho. A cooperação também abre espaço para o desenvolvimento de atividades conjuntas, como eventos, programas de iniciação científica, projetos de extensão e outras iniciativas que aproximam a academia da sociedade.
Mais do que um acordo formal, essa parceria representa o fortalecimento de uma rede de colaboração que valoriza o conhecimento como instrumento de transformação. Ao unir esforços, a UNI-FAMA e o IFSP – Campus Mauá reafirmam seu papel estratégico no desenvolvimento educacional e social do município de Mauá.
Com iniciativas como essa, a educação ganha novos caminhos, os estudantes ampliam suas perspectivas e a cidade avança, consolidando-se como um polo de formação, conhecimento e oportunidades.
Prof. Me. Paulo Henrique Ansaldi
O mês de janeiro simboliza recomeços, planejamento e novos desafios. É nesse contexto que surge a campanha Janeiro Branco, um movimento que convida a sociedade a refletir sobre a importância da saúde mental e do cuidado emocional em todas as fases da vida.
Para os estudantes do curso de Administração do UNI-FAMA, esse debate é especialmente relevante. A formação do administrador envolve lidar com pessoas, processos, decisões estratégicas e responsabilidades que exigem equilíbrio emocional, clareza nas escolhas e capacidade de enfrentar pressões do dia a dia acadêmico e profissional.
A rotina universitária, somada às exigências do mercado de trabalho, pode gerar estresse, ansiedade e insegurança. Por isso, falar sobre saúde mental não deve ser visto como fragilidade, mas como uma competência essencial. Administradores emocionalmente conscientes tendem a se comunicar melhor, liderar com empatia, resolver conflitos de forma mais eficaz e contribuir para ambientes organizacionais mais saudáveis e produtivos.
Ao incentivar essa reflexão, o UNI-FAMA reafirma seu compromisso com uma formação que vai além do conhecimento técnico. Cuidar da saúde mental é parte fundamental da construção de profissionais éticos, humanos e preparados para os desafios contemporâneos da Administração.
Neste Janeiro Branco, convidamos nossos estudantes, docentes e colaboradores a refletirem sobre suas emoções, limites e escolhas. Afinal, administrar bem uma organização começa, antes de tudo, por saber cuidar de si e das pessoas ao seu redor.
Janeiro Branco: saúde mental também é estratégia para um futuro profissional mais consciente e sustentável.
Prof. Ma. Delma Gonçalves
O feminicídio tem se consolidado como uma das mais graves expressões da violência de gênero no Brasil. Caracterizado como o assassinato de mulheres em razão de sua condição de gênero, esse crime representa o desfecho extremo de um ciclo de violências físicas, psicológicas, morais, patrimoniais e sexuais que, muitas vezes, ocorre dentro do próprio ambiente doméstico.
A tipificação do feminicídio como circunstância qualificadora do homicídio foi instituída pela Lei nº 13.104/2015, conhecida como Lei do Feminicídio, alterando o Código Penal Brasileiro e reconhecendo oficialmente a gravidade dessa violência. A legislação soma-se à Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), marco fundamental no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, ao estabelecer medidas protetivas e mecanismos de prevenção.
Apesar dos avanços legais, os números permanecem alarmantes. O Brasil figura entre os países com maiores índices de assassinatos de mulheres no mundo, revelando que o problema ultrapassa o campo jurídico e se insere em dimensões culturais, sociais e estruturais profundamente enraizadas. Em grande parte dos casos, o autor do crime é parceiro ou ex-parceiro da vítima, evidenciando a persistência de relações marcadas pelo controle, pelo ciúme, pela desigualdade de poder e pela naturalização da violência.
Especialistas apontam que o feminicídio não é um evento isolado, mas o ponto culminante de uma escalada de agressões. Sinais como ameaças, isolamento social, controle financeiro e violência psicológica frequentemente antecedem o ato fatal. A falta de denúncia, o medo, a dependência econômica e a descrença nas instituições contribuem para a manutenção desse ciclo.
O enfrentamento ao feminicídio exige ações integradas entre poder público, sistema de justiça, segurança, educação e saúde. Universidades, enquanto espaços de formação crítica e produção de conhecimento, desempenham papel estratégico na promoção de debates, pesquisas e projetos de extensão voltados à equidade de gênero, à educação para relações saudáveis e à conscientização da comunidade acadêmica.
É fundamental compreender que o feminicídio não é um problema privado, restrito ao âmbito doméstico, mas uma questão de direitos humanos e de saúde pública. Tratar o fenômeno como uma epidemia social significa reconhecer sua dimensão coletiva e a urgência de respostas estruturais.
Combater o feminicídio implica transformar mentalidades, fortalecer políticas públicas, ampliar redes de apoio às mulheres e promover uma cultura baseada no respeito, na igualdade e na dignidade humana. Somente por meio de compromisso social contínuo será possível romper o ciclo de violência e construir uma sociedade mais justa e segura para todas.
Profª. Esp. Clarissa de Almeida Trapella
No curso de Pedagogia, os estudantes participaram da atividade telefone-mudo, adaptada para trabalhar comunicação não verbal e gestual, prática bastante utilizada em formações de Libras.
Na dinâmica, os alunos formaram uma fila, todos virados para o mesmo lado. O primeiro participante iniciou a sequência utilizando gestos ou sinais, sem usar palavras, que deveria ser transmitida, um a um, até o último da fila. Ao chegar ao final, o último participante compartilhou com o grupo a mensagem que recebeu, permitindo comparar com a sequência original. Observou-se que, muitas vezes, a mesma mensagem não chegava ao final corretamente, evidenciando a importância da atenção, da interpretação precisa e da clareza na comunicação gestual.
A atividade favoreceu a percepção corporal, a atenção, a interpretação de sinais e a compreensão da importância da comunicação não verbal, aspectos fundamentais no aprendizado e na prática pedagógica.
Profª. Ma. Alaide Palagano
No curso de Pedagogia, a turma vivenciou um momento de protagonismo discente quando o representante da sala, Robson, acessou a plataforma EAD e realizou uma explicação prática aos colegas sobre suas funcionalidades.
Nesse papel, Robson atuou como mediador da turma, assumindo a responsabilidade de compartilhar as informações de maneira clara e organizada. A iniciativa favoreceu a autonomia dos estudantes, possibilitando que todos compreendessem melhor os recursos disponíveis e pudessem utilizá-los de forma eficiente no acompanhamento das atividades acadêmicas.
A experiência reforçou a importância do protagonismo estudantil no processo formativo, evidenciando a colaboração, o compartilhamento de saberes e o fortalecimento do espírito de coletividade dentro do curso.
Profª. Ma. Alaide Palagano
As alunas do 1º e 2º semestre do curso de Enfermagem, período da manhã, desenvolveram projeto de extensão com foco na prevenção da infecção cruzada no leite. O projeto surgiu da preocupação com a segurança alimentar e a saúde pública, especialmente no contexto da distribuição de leite em programas sociais e comunitários.
A iniciativa teve como objetivo principal orientar os profissionais envolvidos na manipulação e entrega do leite, bem como os beneficiários, sobre os cuidados necessários para evitar a contaminação cruzada — um dos principais riscos à saúde em ambientes de distribuição de alimentos.
Durante o projeto, as alunas realizaram:
O crescimento expressivo da harmonização orofacial (HOF) nas últimas décadas tem proporcionado avanços significativos na estética e na autoestima dos pacientes. Contudo, observa-se um aumento de casos em que a procura por tais procedimentos está associada a uma percepção distorcida da autoimagem. Este artigo discute a relação entre o transtorno dismórfico corporal (TDC) e a prática da harmonização orofacial, destacando os riscos éticos e clínicos decorrentes da falta de atenção dos profissionais diante de sinais de dismorfia em seus pacientes.
A harmonização orofacial consolidou-se como uma das práticas estéticas mais procuradas na atualidade. Por meio de técnicas minimamente invasivas, busca-se alcançar equilíbrio facial e melhoria na aparência, contribuindo para a autoconfiança do indivíduo. No entanto, a expansão desse campo também tem revelado desafios éticos e psicológicos importantes.
O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), conforme descrito no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), caracteriza-se por uma preocupação excessiva com defeitos imaginários ou mínimos na aparência física. Tal condição pode gerar intenso sofrimento emocional e levar à repetida busca por procedimentos estéticos corretivos, mesmo quando não há necessidade clínica real.
Compreender essa relação torna-se fundamental para os profissionais da área estética, que precisam estar aptos a reconhecer os limites entre o desejo de aperfeiçoamento e a manifestação de um transtorno psicológico.
A influência das redes sociais e o ideal de beleza
O avanço das tecnologias de imagem e o uso intensivo das redes sociais têm moldado novos padrões de beleza e de autopercepção. Filtros, edições digitais e o compartilhamento de imagens idealizadas contribuem para a construção de expectativas irreais sobre a própria aparência.
Pesquisas recentes apontam que a exposição prolongada a conteúdos estéticos nas redes sociais está diretamente associada ao aumento de sintomas relacionados à dismorfia corporal (FARDOUX et al., 2023). Tal cenário favorece a busca constante por procedimentos cosméticos, frequentemente sem uma motivação equilibrada ou saudável.
Dismorfia corporal e harmonização orofacial
No contexto da harmonização orofacial, observa-se que parte dos pacientes apresenta expectativas desproporcionais quanto aos resultados dos procedimentos. Em muitos casos, acredita-se que pequenas modificações estéticas serão suficientes para resolver questões emocionais mais profundas, como a baixa autoestima ou a sensação de inadequação social.
Quando o profissional não identifica tais sinais, corre-se o risco de reforçar o ciclo dismórfico, realizando intervenções repetidas que não atendem à percepção distorcida do paciente. Esse comportamento pode resultar em insatisfação crônica, danos emocionais e desgaste na relação entre profissional e paciente.
Responsabilidade ética e clínica do profissional
O exercício ético na odontologia e na medicina estética exige atenção integral ao bem-estar do paciente. O Código de Ética Odontológica (CFO, 2012) e os princípios bioéticos da beneficência e da não maleficência orientam que nenhuma intervenção deve ser realizada sem a devida avaliação das condições psicológicas do indivíduo.
A atuação profissional responsável inclui a capacidade de reconhecer sinais comportamentais de dismorfia e, quando necessário, encaminhar o paciente a acompanhamento psicológico especializado antes da realização de novos procedimentos. Tal postura preserva não apenas a saúde do paciente, mas também a credibilidade do profissional e da área estética como um todo.
A harmonização orofacial representa um avanço importante no campo da estética facial, oferecendo benefícios significativos quando bem indicada. Contudo, quando aplicada em indivíduos com dismorfia corporal e facial não diagnosticada, pode tornar-se um fator agravante de sofrimento psíquico.
A prática ética e o olhar clínico atento são indispensáveis para garantir que o aprimoramento estético permaneça aliado à saúde integral do paciente. Reconhecer os limites entre a estética e a psicopatologia é, portanto, um dever profissional e social, essencial para a promoção de uma atuação mais segura, empática e responsável.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5-TR). 5. ed. rev. Arlington: APA, 2022.
CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA (CFO). Código de Ética Odontológica. Brasília: CFO, 2012.
FARDOUX, C. et al. Body Dysmorphic Disorder and Social Media: A Systematic Review. Journal of Cosmetic Dermatology, v. 22, n. 1, p. 45–54, 2023.
PHILLIPS, K. A.; HOLLANDER, E. Body Dysmorphic Disorder: Advances in Research and Clinical Practice. Oxford: Oxford University Press, 2018.
RIBEIRO, A. C.; GOMES, L. S. A busca pela perfeição facial: reflexões sobre o transtorno dismórfico corporal na harmonização orofacial. Revista Brasileira de Odontologia Estética, v. 15, n. 2, p. 89–97, 2022.
Profª. Esp. Daniela Teixeira de Queiroz Agostinho
A produção científica como eixo transformador da educação superior esteve em destaque no Encontro Nacional Científico dos Centros Universitários da UNIESP 2025, consolidando-se como um espaço privilegiado de socialização do conhecimento, intercâmbio acadêmico e fortalecimento da pesquisa no âmbito institucional.
O evento reuniu docentes, pesquisadores e estudantes de diferentes áreas, evidenciando a diversidade temática e a relevância das investigações desenvolvidas nos centros universitários participantes. Por meio dos anais publicados, observa-se um expressivo conjunto de trabalhos que refletem o compromisso com a qualidade científica, o rigor metodológico e a contribuição efetiva para a sociedade.
Nesse cenário, a participação da UNI-FAMA merece especial destaque. A instituição não apenas marcou presença, como se sobressaiu pela quantidade significativa de publicações submetidas e aprovadas, demonstrando o engajamento de sua comunidade acadêmica com a pesquisa e a produção do conhecimento. Mais do que números, chama atenção a qualidade dos trabalhos apresentados, que abordam problemáticas contemporâneas com consistência teórica, inovação e relevância social.
Esse protagonismo reafirma o compromisso da UNI-FAMA com a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo sua identidade acadêmica e ampliando sua inserção no cenário científico nacional. A expressiva participação no evento evidencia, ainda, o investimento institucional na formação de pesquisadores e no estímulo à iniciação científica, elementos fundamentais para a construção de uma educação superior crítica, reflexiva e transformadora.
Assim, a presença da UNI-FAMA no Encontro Nacional Científico da UNIESP 2025 não apenas enriquece o evento, mas também reforça seu papel como instituição comprometida com a excelência acadêmica e com a produção de conhecimento que impacta positivamente a sociedade.
Prof. Me. Paulo Henrique Ansaldi